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Lesões SLAP: do desconforto ao tratamento.

As lesões SLAP podem ser um entrave no dia-a-dia. Vestir uma camisola ou pegar numa caixa que se encontra na estante mais alta tornam-se tarefas dolorosas quando deveriam ser automáticas para quem tem a mobilidade total. Habitual em desportistas obrigados a fazer movimentos repetidos como no volley, no basquetebol ou andebol, esta lesão afeta o quotidiano de muitas pessoas. Mas em muitos casos há soluções que podem ser tão simples como dar repouso ao corpo ou ter o acompanhamento de um fisioterapeuta. Neste artigo, vamos falar um pouco do que são estas lesões, os seus sintomas e o que a Clínica Lambert pode fazer para o ajudar. 

Lesões SLAP: O que são? 

As lesões SLAP acontecem com o desgaste da  cartilagem chamada “labrum”,  a parte de dentro do ombro. Recorrentes em desportos com movimentos repetitivos, em quedas ou acidentes de carro, e,  claro, com o avançar da idade (pessoas com mais de 40 anos são mais propensas a sofrer com esta lesão). Quando não se recupera bem desta maleita, pode-se instalar uma dor crónica que retira qualidade à vida da pessoa afetada. 

SLAP é um acrónimo para Superior Lesion Anterior to Posterior. Ou, simplesmente, ruptura do ombro.  Ao afetar o Labrum — um tecido semelhante a borracha que mantém a articulação do ombro no lugar — torna mais difícil a locomoção. No entanto, esta lesão varia na sua seriedade, chegando mesmo a ser dividida em qualificações de 1 a 10.  Por consequência, a recuperação muda consoante os casos. Quando é menos grave, repouso, gelo e fisioterapia são suficientes para recuperar a independência dos seus braços. Mas, se não melhorar, são necessários outros procedimentos. Por isso, quais são os sintomas a que devemos estar atentos com esta ruptura? 

Physical therapists are checking patients elbows at the clinic office room.

Sintomas a ter em conta

Muitos dos sintomas de uma ruptura SLAP são semelhantes a outras lesões no ombro. Por isso, se sentir algum desconforto impeditivo nesta área, é importante visitar um especialista em ortopedia para perceber a gravidade da situação e clarificar qual o problema o mais rápido possível. Esteja também atento a “estalinhos” quando movimenta o braço ou ombro com queixas, já que essa é uma das primeiras indicações de que algo pode não estar bem. Registe também quais as posições e movimentos que mais doem, para descrever ao médico. A falta de força e reduzida mobilidade, já referidas, são normais neste tipo de situação. 

Como é feito o diagnóstico?

Quando visitar um médico especialista, este vai usar métodos diferentes para examinar a situação e a gravidade da mesma: 

Primeiro, irá analisar o seu historial médico. Poderá esperar este tipo de questão por parte do médico especialista:  Se faz algum desporto, se no passado teve alguma lesão semelhante, entre outras que possam demonstrar propensão a dores físicas.  Segue-se o exame físico, com observação do ombro, pescoço e cabeça, para procurar os mais variados problemas. De forma a conseguir um diagnóstico mais preciso, é expectável que o médico especialista solicite alguns exames de imagiologia, que permitam um análise mais profunda dos tecidos, nomeadamente uma Ressonância, uma PET e até mesmo um raio-x, ainda que este último seja mais indicado para casos em que possam existir alterações do foro ósseo.

Qualificação das Lesões SLAP  

Com o diagnóstico, é possível definir qual a categoria de lesão em causa. Isso ajuda a delinear o tratamento e a recuperação, já que as qualificações são baseadas no tipo de ruptura que se encontra no ombro. 

1 e 2

Na ruptura do tipo 1, o Labum apresenta algum nível de desgaste e o tendão do bíceps está preso. É  degenerativo e, por isso, normal em idosos.

No tipo 2, o labum também está desgastado, mas o bíceps está separado do seu espaço habitual. São as lesões SLAP mais comuns.

3 e 4

A ruptura tipo 3, que, visualmente, tem um formato semelhante à banda de um balde. 

O tipo 4 é igual ao tipo 3, mas a ruptura vai  até ao bíceps. Está relacionada com a instabilidade na zona do ombro. 

5 e 6

As lesões do tipo 5 estendem-se até à parte frontal inferior do labum. É conhecida como lesão de Bankart.

Tipo 6 é um rasgo em alça de balde, mas a “aba” está rasgada.

7 e 8

Os ligamentos glenoumerais são tecidos que mantêm a articulação do ombro unida. Esses incluem os ligamentos glenoumerais superior, médio e inferior. Numa ruptura do tipo 7, a lesão vai até aos ligamentos glenoumerais médio e inferior.

O tipo 8 estende-se até a parte inferior das costas do labum

9 e 10

Um tipo 9 é um luxação tipo 2 que vai até a circunferência do labum.

Num tipo 10, a lesão é uma ruptura do tipo 2 que se estende até o póstero-inferior.

A recuperação. 

Como já vimos, as lesões SLAP podem ser tratadas — quando não são graves — em casa, com repouso e gelo. Não obstante, a fisioterapia é essencial para recuperar o movimento do seu ombro com saúde. 

Em último caso, pode ser possível recorrer a cirurgia. Mas apenas se for um caso muito grave, impossível de recuperar de outra forma. A cirurgia necessária será diferente, consoante a categoria da lesão. 

Na recuperação, deve repousar o máximo que conseguir. No caso de desportistas profissionais, isto pode demorar até seis meses. É por um bom motivo. A sua saúde. 

O que fazer em caso de lesão SLAP? 

Se sentir algum desconforto no ombro, em momentos em que isso não é suposto acontecer, marque uma consulta de ombro e cotovelo na Clínica Lambert. Temos dois médicos especialistas: o Dr. Pedro Marques e o Dr. José Pinto, prontos para o ajudar, seja qual for a gravidade da sua lesão. 

Marque já uma consulta pelo número +315 217 582 336 ou envie um e-mail para info@clinicalambert.pt

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